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segunda-feira, 13 de junho de 2011

A SUJEIRA DO JALECO DOS DOUTORES

São Paulo proíbe uso de jaleco fora do hospital

Médicos que desrespeitarem a lei estarão sujeitos a pagar multa de 174,50 reais

Em São Paulo, os médicos estão proibidos de usar jaleco fora do ambiente de trabalho. Quem desrespeitar a lei estadual, publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado, está sujeito à multa de 174,50 reais. O valor dobra em caso de reincidência. O objetivo é impedir que os jalecos sirvam de fonte e veículo de transmissão de micro-organismos.

Mas as chances de se tornar “letra morta” são grandes. Ainda não está definido quais são as formas de fiscalização e de aplicação da multa. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, por enquanto, a infração à legislação não terá efeito punitivo. A Secretaria ainda afirma que será realizada uma campanha de conscientização e adesão à lei.

Estudo — Uma pesquisa publicada em setembro do ano passado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) mostrou a presença maciça de bactérias em jalecos médicos. Foram analisados, por duas pesquisadoras, 48 alunos que utilizavam jaleco. Os resultados foram alarmantes: 95,8% estavam contaminados. Entre as bactérias encontradas, havia aStaphylococcus aureus, principal responsável pelas infecções hospitalares.

Segundo o estudo, mangas e bolsos são as áreas mais contaminadas. O estudo ainda levou em consideração a diferença entre o dia da semana. Segundo o levantamento, os jalecos apresentavam maior quantidade de micro-organismos na quinta-feira do que na segunda – o que indica que os médicos utilizam a peça mais de uma vez sem lavar. Os pesquisadores acrescentam que os micro-organismos podem sobreviver entre 10 e 98 dias em tecidos encontrados em hospitais, como algodão e poliéster.

Maria Elisa Zuliani Maluf, coordenadora da pesquisa e professora titular de Microbiologia da PUC-SP, afirma que outros materiais utilizados por médicos também estão contaminados. Um estudo mostrou que 90% dos estetoscópios, utilizado para auscultar o coração, estavam contaminados. Outra pesquisa indicou que os aparelhos celulares dos médicos possuíam mais bactérias do que os celulares do restante da população. "O uso do jaleco é uma questão de conscientização e de bom senso. É preciso evitar a banalização dessa vestimenta e manter a higienização", afirma.

A pesquisadora explica que o jaleco é considerado um equipamento de proteção individual (EPI), que tem como finalidade de proteger o médico e outros profissionais da área de medicina contra uma eventual contaminação pelo paciente.

Na medicina, o avental branco é utilizado há pelo menos 100 anos. Ele funciona como um símbolo de respeito, status e diferenciação entre o médico e o paciente. No passado, os cirurgiões usavam aventais. Quanto mais sujos com sangue, maior era o prestigio entre os colegas. Uma pesquisa realizada pelo Royal Free Hospital em 2004, em Londres, mostrou que a maioria dos pacientes prefere que os médicos utilizem jalecos.

Repercussão — Para Hélio Arthur Bacha, presidente do departamento de infectologia da Associação Paulista de Medicina, essa lei não traz nenhum benefício e é antieducativa. "Estamos discutindo paradigmas da infecção hospitalar. Uma coisa é a prescrição de antibióticos irresponsavelmente e o impacto disso no tipo de tratamento de um paciente. Mas não há nenhuma evidência de que a roupa do médico seja um fator de infecção hospitalar em áreas onde não há restrição", diz.

Renato Azevedo Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), concorda que não há comprovação de causa e efeito. "Se fosse assim, o médico ficaria doente, o familiar do médico também ficaria mais doente que a população geral", sugere. "Mais importante do que criar uma lei como essa, é fazer uma campanha para que os médicos lavem as mãos. Elas sim são as principais transmissoras de bactérias", afirma Júnior.


FONTE: VEJA

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SE TODOS AGISSEM ASSIM...

Pode até ter sido por raiva de estar trabalhando sozinha em um plantão tumultuado, mas se a atitude desta médica começar a se repetir pelo país, talvez o nosso sistema público de saúde funcionasse melhor. Inclusive com o paciente também tomando atitude igual.
Tá curioso(a)? É o seguinte: em Sumaré, São Paulo, pediatras faltam ao plantão e uma colega registrou um boletim de ocorrência. A escala previa quatro pediatras no Pronto Socorro, mas apenas a denunciante apareceu para trabalhar no plantão do feriado(em São Paulo, dia 09 de julho).
Agora, o setor jurídico da Prefeitura de Sumaré, em São Paulo, vai abrir uma investigação sobre a falta de médicos durante o feriado em uma das unidades de saúde da cidade. A ocorrência foi registrada no plantão policial do município, na sexta-feira (09/07). A queixa não criminal foi feita por volta das 12h por uma médica pediatra que atende no PS Municipal da Rua da Misericórdia, no Jardim Santa Terezinha, em Sumaré. Ela descreveu à polícia que estava de serviço no pronto-socorro, só que, segundo a escala de plantão, outros 3 médicos pediatras deveriam trabalhar naquele dia. Porém, segundo o BO, somente ela compareceu até aquele momento. A pediatra explicou à polícia que poderia haver dificuldades no atendimento das pessoas que chegavam ao PS. No texto descrito no BO destaca-se o pedido de “providências junto aos órgãos competentes para poder exercer com dignidade sua profissão.” “Como a médica fez um BO, o caso será levado ao jurídico pra apuração das causas das faltas”, informou a assessoria da Secretaria de Saúde.
A prefeitura informou que não foram 3 médicos que faltaram, mas sim 2 de manhã (que chegaram às 13h) e 1 durante todo o dia. A escala deles é das 7h às 19h. Outros casos de falta de médicos (como clínicos-gerais) nos plantões em unidades de saúde já foram registrados, inclusive no dia de um jogo do Brasil na Copa, mas a maioria apresentou atestado. Ainda segundo a Prefeitura, não houve outros registros de falta de médicos no pronto-socorro do Jardim Terezinha no feriado de sexta-feira.

FONTE:Cosmo On Line


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

BRIGA DE MÉDICOS

No Mato Grosso do Sul, um absurdo resultou na morte de um bebê.
Dois médicos, na sala de parto, deixaram a mãe já dando a luz para disputar quem faria a cirurgia.
Tapas, safanões e negligência.
O bebê, uma menina, morreu sufocado.
Alguém por favor me responda quanto paga o SUS por um parto?
Este foi o valor da vida de uma criança e do risco de morte também da mãe.
Já ouvi que um parto normal é mais barato que uma cesária, mas que profissionais são estes? Será que são tão necessitados de dinheiro assim?
E, mesmo depois do fato, como estamos no Brasil, talvez continuem se esbofeteando em outros centros cirúrgicos do país.