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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

60 ANOS DA TV NO BRASIL É TEMA DO SIMPÓSIO MÍDIA NORDESTE


Recebi da amiga jornalista Ana Quezado o convite pra participar do II Simpósio Mídia Nordeste.
Pra quem trabalha em tv, gosta de cultura e história é imperdível.
As inscrições são feitas no próprio site: www.midianordeste.org.br
Durante o evento, Ana Quezado, Geísa Matos e Beth Jaguaribe lançam o livro "Nordeste, Memórias e Narrativas da Mídia".
Pra quem está curioso sobre os palestrantes convidados tem um pequeno resumo sobre cada um deles na página da programação, mas adianto abaixo o roteiro:


II Simpósio Mídia Nordeste 13, 14 e 15 de outubro de 2010
Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura Fortaleza-Ceará


Dia 13 : Televisão, cultura e história


Manhã: 8h30 - Abertura
9h30 às 10h30
Mesa 1: Televisão e Cultura no Brasil
Dra. Esther Hamburger (USP) e Dr. Gilmar de Carvalho (UFC)
Coordenação: Dr. Custódio Almeida – Pró-reitor de Graduação da Universidade Federal do Ceará



10h45 às 12h45
Mesa 2: Televisão e a política no Brasil
Dra. Maria Helena Weber (UFRS) e Dr. Venício Artur de Lima (UNB)
Coordenação: Dra. Geísa Mattos (UFC)



Tarde: 14h30 – 16h30
Mesa 3: A televisão como lugar de memória
Dra. Marialva Barbosa (UFF) e Ana Paula Goulart (UFRJ)
Coordenação: Dra. Erotilde Honório (UNIFOR)



16h45 – 18h45

Mesa 4: A história na televisão e a televisão na história
Dr. Frederico de Castro Neves (UFC) e Dra. Maria Helena Capelato (USP)
Coordenação: Dra. Adelaide Gonçalves (UFC)



19 horas

Lançamento do Livro “Nordeste, Memórias e narrativas da mídia” – com organização das professoras Geísa Mattos, Elisabete Jaguaribe e Ana Quezado, o livro reúne as reflexões geradas no Iº Simpósio 200 anos de História da Mídia no Nordeste, realizado pelo Instituto de Referência da Imagem e do Som, em 2008.



Dia 14: Televisão e a invenção do Nordeste

Manhã: 8h30 às 10h30
Mesa 5: A construção da idéia de Nordeste nas mini-séries de TV
Dra. Mônica Kornis (FGV-RJ) e Dr.Régis Lopes (UFC)
Coordenação: Ms.Elisabete Jaguaribe (UNIFOR/IRIS)



10h45 às 12h45
Mesa 6: O lugar do Nordeste nas telenovelas brasileiras
Dra. Sheila Schvartzman (Universidade Anhembi-Morumbi) e Dra. Maria Immacolata Vassalo de Lopes (USP)
Coordenação: Dra. Roberta Manoela Andrade (UECE/UNIFOR)



TARDE
14h30 às 16h30
Mesa 7: As buscas do telejornalismo na sociedade contemporânea
Dr. Alfredo Viseu (UFPE) e Jornalista Marcelo Canellas (Globo)
Coordenação: Ms. Ana Quezado (UNIFOR)



16h45 às 18h45
Mesa 8: Dossiê Guel Arraes: as invenções do audiovisual na TV
Dr. Alexandre Figueroa (Universidade Católica de Pernambuco) e Dr.Cláudio Bezerra (UFPE)
Coordenação: Dr. Márcio Acserald (UNIFOR)



Dia 15: TV: as novas experiências de linguagens

Manhã
8h30 às 10h30
Mesa 9: A Educação na sociedade das telas
Dr. João Alegria e Ms.Valdo Siqueira (UNIFOR)
Coordenação: Dr. Edgard Patrício (Catavento)



10h45 às 12h45
Mesa 10: Cinema e TVs: imagens em trânsito
Dr. Renato Luiz Pucci (Universidade Tuiuti - Paraná) e Dra. Meize Regina (UFC)
Coordenação: Ms. Ricardo Salmito (UFC)



Tarde
14h30 às 16h30
Mesa 11: TVs Regionais: os desafios da produção fora do eixo
Dr. Laurindo Leal (USP) e Dr. Cidoval de Sousa (UFPB)
Coordenação: cineasta Glauber Filho (UNIFOR)



16h45 às 19h
Conferência de Encerramento: “Dos televisores à televisão: Técnica, cultura e política na historia dos meios de comunicação"
Dra. Mirta Varela (Universidade de Buenos Aires)
Coordenação: Dr. Tarciso Pequeno – presidente da FUNCAP




sábado, 27 de março de 2010

FATO DA SEMANA 2

Saiu agora há pouco o resultado do julgamento do casal Nardoni.
Condenados.
O pai Alexandre Nardoni a 31 anos, 1 mês e 10 dias em regime fechado.
A madrasta Ana Carolina Jatobá 26 anos e 8 meses também em regime fechado.
Como falei no começo da semana no blog este fato foi explorado ao extremo na imprensa nacional. Mesa redonda, juristas, especialistas em todos os assuntos possíveis desde psicólogos até legistas, reprodução computadorizada de cada minuto dos últimos da menina Isabella.
Uma tentativa, quem sabe, de fazer deste um dos primeiros julgamentos a ganhar o estilo "espetáculo" como são tratados os crimes desta natureza nos EUA.
Na América do Norte, é comum a população se mobilizar e acompanhar cada passo das investigações o que gera uma enorme venda de jornais e grande audiência na tv. Rende até atenção específica aos C.S.I-centro de investigações de provas espacializadíssimo capaz de analisar resquício encontrado no local do crime. E pra este ramo, existem 3 séries de tv baseada nestes casos. Além das séries, são produzidos todos os anos, vários filmes, seja para o cinema ou para a tv, mostrando os julgamentos mais polêmicos, comportamento de advogados, caça a testemunhas,...
No Brasil, a tentativa ganhou o jeitão tupiniquim de encarar as coisas sérias.
Durante a semana, a invasão de um gaiato por 3 dias seguidos durante a exibição do Jornal Nacional tirou um pouco a atenção do foco principal e tornou o palhaço uma celebridade no You Tube.
Hoje, na frente do Fórum, onde o resultado foi anunciado, muita gente esperando. Pra aproveitar, alguns tomaram cerveja, picolé, comeram churrasco, jogaram baralho, apostaram nos resultados, ...
No anúncio da condenação, como já tinha adiantado, só não acertei a hora, o som do juiz lendo a sentença foi colocado ao vivo pelas emissoras, interrompendo a programação e com o povo na rua gritando como se fosse um gol de Copa e soltando até fogos.
E agora??
Bom, por algum tempo ainda virão as teses sobre recorrer de sentença, quanto tempo mesmo vão ficar presos? Se ninguém pode ser condenado a mais de 30 anos, porque condenaram? Será que realmente foram os responsáveis? E os filhos do casal? Tratamentos para as crianças? Grupos contrários à condenação vão fazer manifestações e serão hostilizados, entrevistas com pessoas ligadas as duas parte e depoimentos exclusivos de advogados de defesa, avós e do já elevado a categoria de grande "herói", o promotor Francisco Cembranelli. Não vão ser esquecidos também capítulos ou matérias dedicados a casos antigos já julgados ou que ainda esperam solução.
Em no máximo 30 dias, o assunto perde o interesse pra outro acontecimento tão ou mais trágico.
No fim do ano, retorna nas retrospectivas e volta no ano seguinte, resgatado pelos arquivos das tvs quando completar um ano, mostrando como está a vida de cada um dos personagens envolvidos.
E se perguntar a uma pessoa comum o que foi o caso Nardoni...poucos vão lembrar do que se trata.
Assim se escreve mais um capítulo da imprensa, do Direito e da memória no Brasil.
O diferencial é que agora contou com a agilidade das mídias sociais que permitem levar o fato aos TT- Tredding Topics do Twitter brasileiro, a nascer mais uma comunidade no Orkut, ...